
A carta de crédito é o grande objetivo de quem participa de um consórcio. É com ela que o cliente contemplado finalmente pode comprar seu imóvel, quitar um financiamento ou até construir. Contudo, ao mudar o seu planejamento financeiro, é possível vender a carta de crédito, mas o processo exige cuidados e precisa seguir regras específicas estabelecidas pela administradora e pela legislação de consórcios no Brasil.
As razões mais comuns para que o titular se desfaça da carta de crédito são mudança de planos, como casamento, divórcio ou mudança de cidade; instabilidade financeira que impede o consorciado de continuar pagando as parcelas; interesse em recuperar parte do valor investido; ou necessidade de liquidez imediata.
Neste artigo, explicamos os seguintes pontos: como essa venda funciona; quando ela é permitida; quais são os riscos e o que observar antes de fechar negócio. A gente te coloca também em contato com um consultor especializado.
A venda da carta de crédito ocorre quando alguém já contemplado, seja por sorteio ou lance, decide ceder seus direitos a outra pessoa. Em vez de utilizar o valor para comprar imóvel, o titular transfere esses direitos para um interessado. Esse tipo de transação é permitido pela “Lei dos Consórcios” e é chamado de cessão de direitos.
Porém, é preciso observar em quais situações essa venda é permitida. Primeiramente, a administradora do consórcio precisa autorizar formalmente a cessão.
Em segunda análise, o novo interessado precisa atender a todos os requisitos de análise de crédito da administradora. A partir daí, a transferência precisa ser registrada por contrato assinado pelas três partes: cedente, cessionário e administradora.
Ou seja, não é uma venda “informal” entre duas pessoas. A administradora precisa participar de todo o processo para garantir segurança jurídica e evitar fraudes.
O processo de cessão de direitos costuma seguir estes passos:
Negociação entre consorciado e comprador: o contemplado divulga sua carta de crédito e negocia o valor da cessão, que quase sempre inclui um deságio (um desconto). Quanto maior o crédito, maior a variação desse valor.
Comunicação à administradora: o titular informa oficialmente que deseja transferir a carta. Cada administradora possui um procedimento próprio, podendo exigir documentos, formulários e taxas.
Análise de crédito do comprador: o cessionário precisa passar pela aprovação da administradora, assim como qualquer novo participante de consórcio. Se não for aprovado, a transferência não ocorre.
Assinatura do contrato de cessão: após aprovação, as três partes assinam o termo de cessão, formalizando a transferência.
Responsabilização financeira: a partir da assinatura, o novo titular assume as parcelas restantes e todos os direitos e deveres do consorciado.
Atenção! A carta de crédito pode ser vendida já utilizada?
A carta de crédito só pode ser vendida a outra pessoa enquanto ela ainda não tiver sido usada para aquisição do imóvel. Após o uso, a operação muda de natureza e já não se trata de transferência de direitos do consórcio, e sim de negociação particular de um imóvel ou financiamento.
Como em quase todas as transações financeiras, os riscos também existem em uma venda de carta de crédito, por isso, é importante estar atento aos mais comuns. São eles:
Golpes: os fraudadores se passam por compradores, prometem transferências bancárias e desaparecem após assinar documentos preliminares. Por isso, nunca avance em uma negociação sem envolver a administradora responsável.
Deságio excessivo: em momentos de baixa demanda, o consorciado pode receber ofertas muito abaixo do valor da carta. Não se deixe levar pela pressa ou desespero em fechar o negócio. Aguarde pela melhor proposta.
Não aprovação do comprador: se o interessado não passar na análise de crédito, a venda simplesmente não é concluída. Esse alerta da administradora é uma importante sinalização sobre as condições reais do interessado em fechar o negócio.
Desconhecimento das regras da administradora: cada empresa tem normas específicas sobre taxas, prazos e procedimentos. Ignorar essas regras pode gerar perda de tempo e prejuízo.
A cessão de direitos de uma carta de crédito é um recurso válido e seguro, desde que realizada com a participação da administradora e com atenção às regras do contrato.
Se você está pensando nessa alternativa, avalie o momento financeiro, consulte a administradora e negocie com cautela. Com informação e orientação correta, a venda pode ser uma excelente solução para transformar seu crédito contemplado em liquidez imediata.
Para compreender melhor todos os termos e benefícios, fala com um de nossos especialistas em consórcios. Ele explicará passo a passo a elaboração do contrato de venda e demais orientações.
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