Vale a pena fazer consórcio de imóveis em 2025?

Vale a pena fazer consórcio de imóveis em 2025?

O cenário sócio-econômico do Brasil pode desanimar, ou mesmo amedrontar, quem necessita fazer aquisições importantes como a de um imóvel. Mas, conforme o dito popular, “quem não se arrisca não petisca”. Ou melhor, quem não se arrisca a planejar com inteligência pode nunca ter sua casa própria ou um espaço para fins comerciais. 

Em períodos de instabilidade e com os juros nas alturas, uma saída que os especialistas vêm destacando é o consórcio. Ele é uma opção que custa bem menos que o financiamento bancário tradicional. A questão é: mesmo com tantas oscilações no mercado financeiro, ainda compensa investir em um consórcio de imóveis em 2025?

A resposta é sim. O consórcio se estabeleceu como o caminho mais acessível para construir patrimônio, protegendo o comprador dos elevados encargos do crédito. Ao analisarmos os dados do setor, fica evidente por que essa modalidade é a grande aposta do mercado imobiliário atual.

Como está o cenário do consórcio imobiliário nos últimos tempos

O mercado financeiro tem respondido à instabilidade econômica e às altas da taxa de juros praticada no país (SELIC) com um crescimento notável no consórcio de imóveis. Isso prova que o brasileiro está cada vez mais consciente de onde o seu dinheiro deve ser investido.

Os números oficiais da  Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, ABAC, não deixam dúvidas de que a modalidade está em plena ascensão.

- Crescimento em 2024: O consórcio imobiliário atingiu um patamar histórico. O volume de créditos contratados em 2024 alcançou impressionantes R$ 191,11 bilhões, registrando um crescimento de 35% em relação ao ano anterior.

- Tendência acelerada em 2025: Essa trajetória de alta se manteve e se acentuou. No primeiro bimestre de 2025 (janeiro/fevereiro), o segmento registrou o maior avanço entre todos os tipos de consórcio, com os créditos comercializados crescendo notáveis 53,8%. 

- Crédito liberado: A segurança do sistema é reforçada pelo volume de crédito colocado à disposição dos consorciados contemplados. No acumulado até agosto de 2025, o total de créditos disponibilizados superou a marca de R$ 19 bilhões, impulsionando o mercado imobiliário. 

Os dados revelam que, em vez de recuar diante da instabilidade, o brasileiro está utilizando o consórcio como uma ferramenta inteligente de proteção e investimento.

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Perfil de quem tem aderido ao consórcio de imóveis

Se antigamente o consórcio era visto como uma opção apenas para quem tinha uma visão financeira mais conservadora, hoje o cenário mudou. A flexibilidade e a economia do modelo atraíram um novo grupo de consumidores que busca a liberdade financeira e a rápida formação de patrimônio: 

  1. Jovens e Autônomos: Jovens entre 18 e 30 anos, muitas vezes solteiros e autônomos, formam uma parcela crescente da adesão. Este público tem dificuldade em poupar o valor de uma entrada (que pode ser de 20% a 30% em um financiamento) e vê o consórcio como uma poupança de longo prazo sem o peso dos juros. O valor das parcelas é mais leve e permite que a pessoa mantenha o equilíbrio do orçamento mensal.
  2. Investidores e Ampliadores de Patrimônio: O segundo grupo utiliza a modalidade com foco em investimento imobiliário. Como o custo final é muito baixo, o consórcio se torna o instrumento perfeito para alavancar capital, seja para comprar um segundo imóvel, um terreno para construir ou até mesmo um ponto comercial. Eles buscam a carta de crédito como um ativo de alto valor com baixo custo de aquisição.

A atração é clara: o consórcio permite a construção de patrimônio sem comprometer a saúde financeira de quem está começando ou de quem precisa de capital de giro (como o autônomo).

Por que é viável adquirir seu imóvel via consórcio?

A viabilidade econômica do consórcio reside em um único e determinante fator: a eliminação dos juros. No financiamento imobiliário, a instituição bancária cobra uma taxa de juros pelo capital emprestado na hora, o que faz com que, no longo prazo (20 ou 30 anos), você pague um valor final que pode ser duas ou até três vezes maior do que o preço original do imóvel. O banco lucra com o seu tempo.

Já no consórcio, a lógica é diferente. Você adere a um grupo de poupança mútua e paga apenas uma taxa de administração (um percentual fixo distribuído no valor das parcelas) que remunera a administradora pela gestão do fundo. Em vez de juros, você tem um custo de gestão previsível.

Essa distinção é o que garante a economia da modalidade. Sua parcela é composta pelo fundo comum (o valor do imóvel dividido pelo prazo) mais a taxa de administração e o fundo de reserva. O custo final do seu imóvel é apenas o valor do bem somado às taxas de gestão, fazendo com que o consórcio seja, de longe, o caminho mais acessível para quem busca crédito imobiliário sem sacrificar o orçamento com uma dívida pesada.

Os vários usos da carta de crédito

A carta de crédito não precisa ser usada apenas para comprar uma casa ou um apartamento pronto. O consórcio imobiliário é extremamente flexível e permite que você use o crédito para diversas finalidades relacionadas a bens imóveis, como:

Terreno e Construção: Você pode usar o valor para a compra de um terreno e, posteriormente, para a construção da sua casa própria ou ponto comercial.

Reforma e Ampliação: Se você já tem um imóvel e precisa de capital para reformar ou ampliar, a carta de crédito pode ser utilizada, desde que o imóvel esteja quitado e a obra seja fiscalizada pela administradora.

Quitação de Financiamento: Se você está pagando um financiamento imobiliário caro, com juros altos, pode utilizar a carta de crédito (após a contemplação) para quitar o saldo devedor. Isso elimina os juros futuros e transfere sua dívida para o consórcio, que fica muito mais barata.

Acelerando a aquisição do bem

A principal objeção ao consórcio é o tempo de espera pela contemplação. No entanto, existem recursos muito fortes para acelerar esse prazo, transformando o que seria uma espera em uma estratégia inteligente.

  1. Com o lance: Este é o caminho mais rápido. O lance funciona como uma antecipação de parcelas. Se você tiver economias, pode utilizar o lance livre (recursos próprios) ou o lance embutido (utilizando um percentual da própria carta de crédito). O lance vencedor é descontado do seu saldo devedor, e você é contemplado imediatamente, unindo a velocidade à economia de juros.
  2. Com o FGTS: O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço é o seu melhor aliado para sair do tempo de espera. Você pode usá-lo para dar um lance e turbinar suas chances de contemplação.
  3. Estratégia do Planejamento: Escolha grupos que já estão em andamento ou cotas de valor que se encaixem perfeitamente no seu orçamento. Ao focar em grupos com menor número de participantes ou com um bom histórico de lances baixos, você aumenta sua probabilidade de sorteio ou sucesso no lance em um curto espaço de tempo.

Com os dados de 2025 indicando uma boa projeção da modalidade no mercado imobiliário, e sabendo que a economia é de centenas de milhares de reais em relação ao financiamento, a escolha pelo consórcio fica mais óbvia. 

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