
Pensar em comprar um carro novo ou usado é animador, mas o processo para conseguir o dinheiro nem sempre é simples. O financiamento, com seus juros altos, pode assustar. É aí que o consórcio de carros surge como uma alternativa inteligente. Muita gente já ouviu falar, mas nem todos entendem, de fato, como essa modalidade pode ser um meio facilitador para comprar um automóvel.
De uma maneira simplificada, podemos dizer que o consórcio é uma conta conjunta, onde os participantes vão depositando valores, na forma de pagamento das parcelas mensais, O montante gera fundos para que, em algum momento, todos possam ser contemplados com a carta de crédito e, assim, cada um poderá comprar o veículo, novo ou usado.
A maioria das pessoas pode sim entrar em um consórcio de automóveis, mas existem alguns critérios. O principal requisito para participar é ser maior de 18 anos e ter a capacidade de pagar as parcelas mensais. O consórcio não costuma exigir análise de crédito no momento da adesão, o que é um alívio para quem tem o nome negativado e não conseguiria um financiamento bancário, imediatamente. No entanto, é fundamental saber que a análise de crédito vem depois, no momento da contemplação, e é aí que ser um devedor pode gerar complicações.
Entenda: quando chegar a sua vez de pegar a carta de crédito, a administradora vai verificar se você tem condições de honrar o restante das parcelas. Geralmente, é necessário comprovar uma renda mensal três vezes maior que o valor da prestação. Se sua situação financeira não estiver regularizada, o crédito pode não ser liberado, e você terá que encontrar um fiador ou apresentar garantias.
Não há um valor mínimo fixo para entrar em um consórcio. O que determina o custo é o valor da carta de crédito, que nem sempre coincide exatamente com o preço do carro que você quer comprar. Por exemplo, uma carta de R$ 50 mil pode ser usada para adquirir um carro mais barato ou complementar a diferença em um modelo um pouco mais caro. As parcelas mensais são calculadas com base no valor da carta, divididas pelo prazo do plano, e incluem a taxa de administração e o fundo de reserva. O importante é escolher um plano que caiba no seu bolso, com uma parcela que não comprometa seu orçamento.
A flexibilidade de usar a carta de crédito é outra vantagem. Se o carro que você quer custa um pouco menos que o valor da sua carta, a diferença pode ser usada para pagar a documentação do veículo ou até para abater as parcelas futuras do seu próprio consórcio.
Não dá para saber o tempo de espera pela contemplação, mas o que você precisa ter em mente é que ela pode ocorrer de duas formas:
1- Sorteio: Todos os meses, os participantes que estão em dia com os pagamentos concorrem em um sorteio. O processo é totalmente aleatório e é exatamente por isso que você pode ser o primeiro a ser sorteado já no primeiro mês de consórcio, ou pode ter que esperar até o final do plano.
2- Lance: Se você não tem paciência para tentar a sorte, o lance é a melhor pedida para acelerar o processo da sua contemplação. Existem lances livres, onde o maior valor ofertado no mês é o vencedor, e lances fixos, onde todos os participantes oferecem um valor pré-fixado. Nesse caso, o sorteio é feito apenas entre os que deram o lance. Ter um dinheiro guardado para dar um lance é uma das melhores estratégias para quem tem pressa.
Se você, por algum motivo, não puder mais pagar as parcelas e precisar sair do consórcio, não terá o dinheiro de volta imediatamente. As administradoras devolvem o valor investido de duas maneiras:
1- Quando você é sorteado como desistente: Em alguns casos, a administradora faz sorteios mensais entre os ex-participantes, devolvendo o dinheiro para um deles. Mas, essa forma de reembolso pode demorar, já que existem outras pessoas na fila.
2- No encerramento do grupo: A forma mais garantida de ter o dinheiro de volta é esperar o encerramento do grupo de consórcio, o que pode levar anos. O valor devolvido terá descontos referentes a multas e taxas administrativas, conforme previsto em contrato. Por isso, a desistência deve ser vista como a última opção.
Sim, você pode vender a sua cota de consórcio. Isso é chamado de transferência de cota. Se você não quer mais continuar pagando ou não quer esperar o encerramento do grupo para ter o seu dinheiro de volta, pode encontrar um comprador para assumir as suas responsabilidades. Esse comprador irá continuar pagando as parcelas restantes e será contemplado no seu lugar. O processo é simples, mas precisa ser aprovado pela administradora, que vai analisar o perfil do novo interessado. A venda da sua cota é uma forma de reaver o dinheiro investido mais rapidamente.
A escolha da administradora de consórcio é tão importante quanto a decisão de fazer um. Verifique se a empresa é autorizada e regulamentada pelo Banco Central do Brasil. Consulte sites de reclamação e depoimentos de outros clientes para entender a reputação da empresa no mercado.
Para ter certeza de que o consórcio é a melhor opção, use simuladores online. Eles te ajudam a visualizar o valor das parcelas, o prazo do plano e as taxas. Ao comparar com o financiamento, considere o custo total. Sem os juros, o consórcio quase sempre é a opção mais econômica.
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